Museu de Artes, Culturas e Memórias Negras

Museu de Artes, Culturas e Memórias Negras de Macapá Um território de memória e futuro O Museu de Artes, Culturas e Memórias Negras de Macapá é um espaço de encontros, vozes e lembranças. Um lugar onde a arte, a história e a ancestralidade se cruzam para reafirmar a presença negra na construção da cidade.
Museu de Artes, Culturas e Memórias Negras de Macapá: um novo capítulo na história macapaense O Museu de Artes, Culturas e Memórias Negras de Macapá abre suas portas, consolidando-se como um marco cultural de inestimável valor, um marco na representação da identidade afroamazônica, aprofundando o diálogo sobre a herança africana no contexto da região Norte do Brasil. Macapá, com aproximadamente 76% de sua população autodeclarada negra, segundo dados do IBGE, é o palco ideal para um museu que se propõe a ser um espelho para a comunidade local. Sua missão é desconstruir estereótipos e imagens deturpadas, promovendo o reconhecimento da verdadeira contribuição do negro à cultura e à história. Coordenado pelo Instituto Municipal de Política de Promoção da Igualdade Racial (IMPROIR), o museu integra a política pública de ações afirmativas em implementação no município, reafirmando o compromisso da gestão municipal com a valorização da história e da cultura afro-brasileira e com a promoção da equidade racial em Macapá. Este novo equipamento cultural nasce com o objetivo de enaltecer a arte, preservar a cultura, salvaguardar a memória e fomentar a pesquisa. Este é um museu em movimento, em permanente diálogo com a cidade — fluindo como as águas do Rio Amazonas, vibrando nos passos do Marabaixo e nas alquimias ancestrais do Mestre Sacaca. Com uma programação dinâmica e participativa, o museu promoverá a confluência de saberes e expressões, conforme propõe Nego Bispo, reconhecendo a diversidade como base da construção coletiva. O museu apresenta não apenas sua arquitetura acolhedora, mas também três exposições inaugurais que convidam o público a mergulhar na diversidade e na força da cultura negra amapaense. Pilares conceituais da instituição: ​•​CONFLUÊNCIAS: Engajamento, memória, futuro. ​•​IDENTIDADE: Herança afro-brasileira de Macapá. ​•​CONEXÕES TRANSATLÂNTICAS: Laços, diáspora, história, cultura. ​•​MEMÓRIA: Reparação, justiça, futuro digno. ​•​ARTE E CULTURA: Celebração, expressão, legado. O museu conta com uma sala de exposição permanente do acervo, uma sala de exposição temporária, uma sala de longa duração para exposição das Culturas tradicionais de Matrizes africanas, uma sala do Marabaixo, uma sala de Literatura, uma sala multiuso e sala de divulgação dos artesanatos local. A identidade visual do museu remete às suas raízes: a logomarca une as cores vibrantes do continente africano aos grafismos amazônicos presentes nas artes e objetos da região. Na entrada, destaca-se o monumento do artista J. Márcio — um punho erguendo um cachimbo, símbolo da arte amazônica afrodescendente e indígena, representando identidade, pertencimento e resistência. Como ensina Conceição Evaristo, essas histórias “falam e se fazem ouvir” — e o museu nasce para ecoá-las. O Museu de Artes, Culturas e Memórias Negras não se limita à celebração: é também um espaço de reflexão e luta, dedicado a dar visibilidade às trajetórias de resistência e às vozes que por muito tempo foram silenciadas. Um palco de testemunhos, exposições e diálogos sobre antirracismo e direitos humanos, comprometido com um futuro de empoderamento e justiça social. O Museu de Artes, Culturas e Memórias Negras é também uma obra em construção viva — e, por isso, convida todas as pessoas e instituições a somarem-se a essa jornada, contribuindo com doações materiais e imateriais, apoio técnico e pesquisa. Andrea Mendes – Curadora do Museu