Museu Forte Defensor Perpétuo de Paraty

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O Museu do Forte é um dos mais antigos lugares de memória do município de Paraty. Visa a educação, a pesquisa e o diálogo sobre a história e a memória da cidade e da região. Sua elevação à beira-mar guarda os segredos dos nossos primeiros habitantes no sítio arqueológico do sambaqui da Praia do Forte – um pequeno monte de conchas erguido por indígenas entre 2 e 5 mil anos atrás. Em 1822, em meio às tensões que culminaram com a Independência do Brasil, foi construído o atual edifício principal, batizado como Forte Defensor Perpétuo em homenagem ao Imperador Dom Pedro I. Apesar de eventualmente guarnecido de soldados e munição nas décadas seguintes, o Forte acabou sendo desarmado em 1856 – momento que marca o início de um longo período de relativo isolamento e decadência econômica para a cidade. Um século depois, o Forte foi tombado e restaurado pela Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (atual Iphan), tornando-se oficialmente um patrimônio cultural de Paraty e do Brasil. Nos anos 1970 tornou-se equipamento cultural com um Centro de Artes e Tradições Populares ligado às nossas culturas tradicionais e à nossa história e em 1980 recebe a exposição O Modo de Fazer, sobre os saberes artesanais presentes na região. Em 2009, passou à administração do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Trata-se de um museu voltado ao patrimônio cultural e ambiental, profundamente enraizado nas dinâmicas do território em que se insere e portador de uma narrativa sobre a história de Paraty centrada nas classes populares.