Museu Histórico e Cultural Antonio Joaquim de Moura Andrade

O Museu Histórico e Cultural Antônio Joaquim de Moura Andrade da cidade de Nova Andradina, conhecida como ''cidade sorriso'' e localizada no Vale do Ivinhema no estado de Mato Grosso do Sul, foi criado no ano de 2005. Seu nome foi escolhido para homenagear o fundador da cidade Antônio Joaquim de Moura Andrade, pecuarista, paulista e também o colonizador do território que antes era ocupado pelo povo indígena Ofaié, e que em 20 de Dezembro de 1958, se tornou pela lei de criação de municípios oficialmente uma cidade. O prédio do Museu se localiza no centro da cidade, na avenida principal que também carrega o nome do fundador, o espaço é bem arborizado e amplo, e por essas características no mesmo prédio também funciona a FUNAC- Fundação Nova-Andradinese de Cultura. Apesar de ser um Museu novo, fundado recentemente, em 2005, sua história já é repleta de desafios, como em 2015, quando devido à fortes chuvas que causaram avarias, goteiras e outros danos no prédio, incluindo danos em parte do acervo documental. Em 2020 devido a pandemia do Covid-19 o Museu precisou ser fechado temporariamente para evitar a circulação de pessoas em um ambiente fechado, e assim permaneceu durante toda a pandemia. No início de 2022, fortes chuvas voltaram a danificar tanto o prédio como o acervo, foi necessária uma atitude imediata, pensada para preservar os objetos e documentos do Museu nova-andradinense, e foi feita a retirada do acervo do prédio, até que este fosse reformado, foi a solução encontrada para evitar maiores avarias ao patrimônio municipal. Durante essa fase crítica na história do Museu se viu a necessidade de estabelecer uma parceria entre a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, mais precisamente entre o curso de História e a Fundação Nova-Andradinense de Cultura, através da Gerência de Memória e Patrimônio Cultural, parceria esta pensada em preservar o patrimônio, fazendo a higienização, catalogação e digitalização do acervo documental do Museu, para evitar novos transtornos e perdas futuras. A digitalização do acervo do museu é fundamental para pensarmos sua preservação, porque os documentos ricos em história, significados e símbolos são únicos, frágeis e sensíveis, portanto devem estar salvos em mais lugares que no espaço físico. A digitalização contribui também na facilitação do acesso ao material por parte de pesquisadores/as cujo objeto de estudo é a cidade de Nova Andradina e a região do Vale do Ivinhema.