Informações
Tipo de Entidade
Coletivo Cultural
Data de Criação
18/03/2023
E-mail da sede
viagemdagravura@gmail.com
Nome do responsável pelo coletivo
Felipe Pacheco dos Santos
Cargo do responsável
Arte Educador Produtor Cultura
Breve história sobre o Ponto de Memória
A partir das Oficinas com técnica do Estêncil (ponto de partida do Viagem da Gravura ao Graffiti), constitui-se o Atelier de Gravura, um espaço de acolhimento da promoção da criação, da produção, da formação, da difusão e da circulação artística e cultural da região metropolitana de Curitiba, Desta maneira, visionamos localizar aquela área conturbada com a capital, uma Exposição de Artes Visuais com os trabalhos dos realizados pelos participantes das Oficinas, visando promover a construção de circuitos de artes visuais que abarque também outras partes da metrópole. A pesquisa e a preservação na difusão do patrimônio histórico, artístico e cultural; e o estímulo ao acesso dos bens e valores culturais in loco, com Visitas Mediadas em museus, centros culturais, bibliotecas, criando um 'Circuito Pedagógico' alinhado pelas Artes Visuais mas também, ocupado em dar voz à cultura periférica. Esta proposição resulta na Formação do ‘Coletivo Cultural Atelier de de Gravura e Graffiti Consciência Suburbana’ com gestão planificada e em conjunto e cogestão com os demais participantes do Coletivo Cultural, para a continuidade da parceria entre o projeto de Arte Educação Viagem da Gravura ao Graffiti e Grupo de Rap e cultura HipHop Consciência Suburbana. A atuação dentro do território de Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba, em especial, áreas que a vulnerabilidade social latente, a Arte Educação e a Cultura hip hop, conectam estilos e saberes da periferia, em seu enfrentamento cotidiano, em um dos municípios mais violentos do estado do Paraná. Nossa trajetória neste cenário, se inicia em 2009 através do Programa Atitude da extinta Secretaria de Estado da Criança e da Juventude - SECJ PR, em que compus a equipe interdisciplinar naquele município, sendo o único responsável pela Arte Educação das atividades, neste percurso entendemos a necessidade de um acompanhamento para alguns grupos de jovens provenientes da Educação Pública que se formam através das atividades culturais e artísticas. Pensando neste propósito foram desenvolvidas uma cadeia de oficinas com educadores locais e também curitibanos para ministrar oficinas de Rap, Produção Musical, Break, Graffiti, Serigrafia, Desenho, Estamparia e potencialidades para a Economia Criativa. no período entre 2009 e 2011, o Programa Atitude juntamente com a gestão pública implementou o Centro da Juventude de Almirante Tamandaré, e este processo também atravessou esta necessidade de acolher e compreender as necessidades e procuras da população desta localidade. Desde 2012 venho desenvolvendo esta proposta de agir preventivamente contra o Crime da Ambiental da Pixação e caracterizando o Graffiti Autorizado como alternativa de renda no comercio local, e perspectiva de profissão e desenvolvimento acadêmico, incentivando os participantes das oficinas a enfrentarem o processo de ingresso nas universidades públicas de Curitiba. A partir de 2018 através de Editais Públicos e Licitações Municipais tenho desenvolvido interruptamente propostas artístico culturais e educacionais para este espaço em especial, o Centro da Juventude, em que 2019 ocupamos um cômodo embaixo da pista de skate que estava totalmente deteriorado, e juntamente com os participantes das Oficinas, restauramos o local e improvisamos uma sala de aula que pudesse ser utilizado como atelier de Gravura e Graffiti. Em março de 2020 a pandemia COVID19 interditou as ações presenciais, e o projeto se dedicou a lançar videoaulas no canal do 'youtube' para a continuidade das pesquisas e estudos dos participantes das oficinas. Em regresso, em 2022 encontramos o espaço do Atelier tomado por sucatas e entulhos que caracterizaram o uso como depósito e descarte de materiais inutilizáveis. Em questionamento com alguns coordenadores daquele espaço, comentou-se que seria adequado o uso daquele espaço para um módulo policial, imediatamente fiz a faxina do Atelier e reestabeleci os encontros semanais nos dois períodos da terça feira, tendo sido desde abril de 2023 um dos espaços mais celebrados pela juventude e infância frequentadores daquele espaço, tendo o atual Secretario Municipal da Cultura afirmado que faremos a inauguração oficial com placa e presença do Prefeito do Atelier de Gravura e Graffiti em agosto de 2023. Estamos preparando uma Exposição de Artes Visuais com a produção gráfica dos participantes da Oficina atual. e mantemos nossos plano para as próximas etapas e edições que pretendem transformar e construir em conjunto com a comunidade e os jovens frequentadores uma biblioteca e o aumento da edificação para que possamos expandir nossas atividades educativas, promoção artística e eventos culturais.
Público-alvo das ações promovidas
Público focal: Crianças e Adolescentes da rede pública de ensino, e população em idade escolar em Almirante Tamandaré - PR, como participantes e produtores culturais e artísticos, das Oficinas promovidas pelo Coletivo. Público geral: Adultos e Idosos dos bairros que formam a região da Grande Cachoeira, conurbada com Curitiba, em eventos público promovidos pelas ações e propostas do projeto Viagem da Gravura e o Grupo de RAP Consciência Suburbana, interessados pelas temáticas das ações como; exposição de artes visuais e técnicas gráficas, serigrafia, xilografia, e oficinas de capacitação para educadores, apresentações de música RAP, e oficina de Produção Musical, e Cultural. Disponibilidade dos Livros de Arte da Biblioteca do Atelier de Gravura e Graffiti, para consulta local e empréstimos, e disponibilidade do Acervo do Coletivo Cultura para pesquisa, consulta, e empréstimos para pessoas interessadas e parceiros públicos e/ou institucionais.
Breve descrição do Acervo
Gravuras: Cópias impressas e matrizes em papel e acetato, em Serigrafia e Estêncil Graffiti, Monoprint e Xilogravura. Exposição de Artes Visuais: 20 pinturas e gravuras emolduradas, produzidas pelos participantes das Oficinas com as técnicas do Graffiti, Estêncil, Serigrafia e Desenho. Gravações Fonográficas: da banda RAP Consciência Suburbana e bases de RAP, em fita cassete, CD, Arquivo Digital. Audiovisual: Filmagens VHS e Digitais da da banda RAP Consciência Suburbana e outros conjuntos de RAP de Almirante Tamandaré, de Curitiba e de outros municípios da Região Metropolitana, Litoral e interior do Estado do Paraná. Vídeos aulas e curta metragens, dos processos e técnicas gráficas e relatos e exposições dos participantes e suas produções, nas Oficinas de Artes Visuais. Fotografia Digitais: nos bancos de dados dos Perfis das redes Sociais na Internet; Facebook, Instagram, YouTube, Blogspot e Spotify. Livros de Arte, Educação e Cultura: 300 títulos com temáticas envolvendo a História da Arte, História do Brasil, Pensamento Crítico, Pedagogia da Autonomia, Técnicas de Artes Visuais, Artistas Referenciais, Museus, Coleções, Arte Contemporânea, Cultura Periférica, Arte de Rua, Políticas Públicas, Juventude Brasileira, Literatura e Poesia Marginal Brasileira, Técnicas de Ilustração Digital e Design Gráfico, Catálogos de Exposições de Artes Visuais, Histórias em Quadrinhos, Zines, Revistas de Arte e Cultura, Gibis, Livros Infantis, Cultura Popular, Filosofia, Sociologia, Psicologia, Educação Ambiental, Atlas, Dicionários, Álbuns de Figurinhas, Jornais. Originais de Jornais, panfletos e folhetos impressos: em que o grupo de RAP Consciência Suburbana foi destaque, em conexão com o cenário Hip Hop local, estadual e nacional. Acervo já digitalizado e disponível para consulta no Perfil da Rede Social na Internet Facebook.
O Ponto já realizou o Inventário Participativo?
Sim
O Ponto possui Acervo?
Sim
Acervo
Catálogos, livros e outras encadernações impressas | Documentos | Documentos escritos | Documentos Imagéticos (Fotografias, mapas, etc..) | Objetos
O Acervo já foi inventariado?
Sim
O ponto possui acervos digitais?
Sim
Relação com a comunidade de referência
A relação com a Comunidade de referência atende pela concentração populacional dos bairros que formam a Região da Grande Cachoeira em Almirante Tamandaré; São Venâncio, Graziela, Bonfim, Monte Santo, e São Jorge. se orienta por estratégias e metas informativas e práticas, e parte de uma abordagem dinâmica e interativa através da construção da linha do tempo da história do Graffiti. Compõem atrativas à opiniões com referências jurídicas da Lei Federal 12.408/2011, que diferencia o Graffiti Autorizado do crime da pichação. Direcionado para o público infantojuvenil e educadores vinculados a Rede Pública de Ensino. O acesso à informação e ao debate, com os jovens e educadores constitui um canal para a pluralidade de experiências na diferenciação entre crime, vandalismo e cidadania. Esta edição do projeto visa a continuidade da nossa atuação, no município que mais aderiu as nossas proposições, e carece de oportunidades culturais e sociais, de priorizar os jovens e educadores que atuam em situação de vulnerabilidade social e econômica. A voz dos participantes das oficinas durante os dois projetos anteriores, proporcionam momentos de diferença, pluralidade, diversidade e permanente construção da cultura urbana. A partir de ações artísticas, frutificou uma variedade de iniciativas locais de cunho sociocultural, organizadas e apropriadas pelos moradores da região do cachoeira em Almirante Tamandaré, que concentrou nos eventos promovidos em parceria com a prefeitura chamando-se ‘O Muro que Fala’ em duas edições de 2018, e em 2019 esse evento se desdobrou no TAMANDArte. Estas ações, se viabilizaram por meio de parcerias por parte da prefeitura com instituições do primeiro, segundo e terceiro setores, e agitou o meio social, a partir das ações conectadas pelo Graffiti autorizado. Pensar um formato de ação direta na formação de público para as Artes Visuais e transformar nosso projeto em desdobramentos que alcancem dentro da Região Metropolitana de Curitiba, a consideração pelas preferencias culturais e artísticas das periferias e áreas descentralizadas atendidas. Combino a mitigação do mapa da violência onde os dois municípios aparecem no topo da lista, com proposições Culturais e Educativas, que satisfaçam e atraiam à população dos municípios participantes, e subsidiem pesquisas relacionadas às temáticas tratadas. Como Arte Educador incorporo o estilo Mestre de Cerimônia da música RAP na intervenção mediadora, e revezo explanações com reproduções fotográficas, impondo um ritmo acelerado que cativa a atenção dos participantes. Dinamiza a apresentação numa atividade informativa, preventiva e antecessora dos potenciais riscos que os jovens podem se envolver. Apresento a proposta do projeto em experiências anteriores nesse contexto. Levo a vivencia técnicas que congregam a gravura e o graffiti, e o conhecimento da história das artes visuais. Abordo a prevenção, quanto aos atos infracionais da pichação. Porque mesmo que as penalidades sejam eficientes, não são suficientes para inibir o crime. Incentivar os interessados em praticar Graffiti, que mapeiam locais onde valorizam o Graffiti (para além de contribuir informalmente para a economia familiar (com cachês por seus trabalhos de pintura mural), tenham a atitude exemplar em valorizar a arte urbana, e não depreciar o equipamento ou monumento público, e respeitar quem pensa não ser bonito o Graffiti. Estabelecer diálogos sobre processos através das oficinas culturais de Gravura e Graffiti, abre espaço pra atividades de encontros, que são iniciativas para atingir a perspectiva da pintura mural composta coletivamente, a Revitalização de Espaço Público, e por outra vertente propor exposições temporárias em espaços das cidades, em que desenho do esboço, o molde do stêncil, a aprendizagem da serigrafia, que funciona como estamparia, em imagens inéditas, autorais e compartilhada. Insistir no artista como agente social, como produtor da comunicação artística e também de utilidade pública, criador de Redes de convivência, apresentador de possibilidades em estruturar o trabalho artístico, de inclusão social e sociabilidade. Junto a arte contemporânea com informação histórica, além das Oficinas, levar os participantes dos Grupos de Arte em visitas mediadas à espaço expositivos e centros culturais, bibliotecas, e galerias. Alguns participantes multiplicaram o potencial exploratório sob forma plástica, corporal-sinestésica, literária (linguística), e amplificaram o potencial operacional das oficinas culturais fortalecendo sua autoestima e autoconfiança. Esses participantes, formam, durante os encontros sociais das oficinas culturais, os Grupos de Arte; uma proposta da Arte-Educação nas oficinas culturais que reune crianças e jovens e adultos (apresentados entre si muitas vezes na ocasião das oficinas), que com objetivos comuns, aproximaram expectativas. Essa proposta de grupo incluiu seriedade na proposição de metas possíveis, e dedicação extra dos participantes, como: reuniões para planejamento e pesquisa, ações em eventos naquela localidade, apresentações dos estudos e processos de composição, exposições, visitas a outras localidades. No Grupo de Arte, os jovens que permanecem deste 2017, tendo continuidade em 2018, e 2019, vem produzindo satisfatoriamente, pontos de vista revelados pelo envolvimento coletivo. A criação de estampas, pintadas nos muros, paredes, e roupas que transitam no entorno, produz interesse, constrói, contribui, nesse espaço, a construção da experiência da arte, do processo, da identidade, do descobrimento, da criação, de outra comunicação com a comunidade. Popularizo a circulação da arte, a generosidade, a dignamente brasileira.
O ponto possui sede própria?
Sim
O espaço da sede é aberto ao público?
Sim
Já foi contemplado em algum edital do IBRAM?
Não
Contemplado em outros editais públicos ou privados?
Não
Os integrantes participaram de ação do IBRAM?
Sim
Qual ação?
20ª Semana Nacional de Museus - Espaço Energia - Museu Copel Curitiba/PR
Data da ação
16/05/2022
Participaram de capacitação de outra instituição?
Sim
Qual capacitação?
Ação de Educação Museal - Museu de Arqueologia e Etnologia - MAE/UFPR
Data da capacitação
18/05/2023
O ponto promove atividades regulares?
Sim
Quais atividades?
Ações como: Exposição de Artes Visuais. Oficinas de Técnicas Gráficas; Serigrafia, Xilogravura, Graffiti, Estêncil, Desenho, Ilustração Digital, Histórias em quadrinhos, Zine, Revista Independente. Oficinas de Capacitação para Educadores da Rede Municipal. Apresentações de música RAP. Oficina de Produção Musical. Oficina de Formação e Capacitação para Jovens Produtores Culturais de Almirante Tamandaré - PR. Disponibilidade dos Livros de Arte da Biblioteca do Atelier de Gravura e Graffiti, para consulta local e empréstimos. Disponibilidade do Acervo do Coletivo Cultura para pesquisa, consulta, e empréstimos para pessoas interessadas e parceiros públicos e/ou institucionais.
A entidade promove ações de Capacitação?
Sim
Quais ações de Capacitação?
Oficina de Capacitação para Educadores da Rede Municipal de Almirante Tamandaré - PR. Oficina de Formação e Capacitação para Jovens Produtores Culturais de Almirante Tamandaré - PR.
O ponto promove eventos abertos ao público?
Sim
Quais eventos?
Promovemos Eventos ligados ao Graffiti, a Cultura e Arte de Rua, e as Artes Visuais, principalmente, como propositor e também como parceiro de eventos promovidos pelo poder público local. E também em eventos ligados ao Esporte e Saúde, e ainda nas Comemorações comunitárias, como pascoa, natal, carnaval e o dia dos trabalhadores. No caso dos Eventos ligados ao Graffiti, a Cultura e Arte de Rua, e as Artes Visuais, já realizamos três edições no Centro da Juventude com nomenclaturas diferentes; em outubro de 2018 realizamos 'O MURO QUE FALA' e em novembro o 'O MURO QUE FALA 2' reunindo artistas visuais e da música e da dança de diversos municipios da Região Metropolitana de Curitiba. Em 2019, novamente fomos parceiros da Coordenação do Centro da juventude e reunimos forças para realizar o "TamandARTE" com um formato amplificado aos dois eventos anteriores. A estimativa que o público dos tres eventos tenha ultrapassado 700 pessoas. Em 2023 participamos em conjunto com o Rapper Cipó, um dos fundadores do Consciência Suburbana, Grupo de RAP com 30 anos de atuação, no '1º Festival Cultural de Rua" no Centro de Artes e Esportes Unificado de Almirante Tamandaré, onde foi apresentado o Célio Jamaica, outro membro fundador do Consciência Suburbana, Grupo de RAP com 30 anos de atuação, e também professor e produtor cultural. Este evento está estimado em 250 pessoas participantes.
O ponto faz parte de alguma Rede?
Sim
Qual Rede?
Rede de Ações Afirmativas e Combate ao Racismo - Professores do Paraná. Construção Nacional do Hip Hop Paraná GT ESTADUAL PARANÁ HIP HOP 50 ANOS
O ponto possui parcerias com poder público?
Sim
Quais parcerias com poder público?
Prefeitura Municipal de Almirante Tamandaré - PR Secretaria Extraordinária da Cultura de Almirante Tamandaré - PR Secretaria Municipal de Educação de Almirante Tamandaré - PR Secretaria Extraordinária da Cultura do Estado do Paraná - SEEC PR Companhia Paranaense de Energia - COPEL
O ponto possui parcerias com instituições privadas?
Não
O Ponto tem participação ativa em conselhos?
Sim
Quais conselhos?
Conselho Municipal de Cultura de Almirante Tamandaré - PR
Localização
Estado
Endereço da Sede
Rua José D M de Carvalho, 184 Pilarzinho, Curitiba
