A Ficha de Arquitetura é um documento técnico que reúne informações sobre a arquitetura do edifício, considerando o contexto em que o museu está inserido, incorporando aspectos históricos, culturais, sociais e econômicos. Tem como objetivo registrar, de forma atualizada, as características dos edifícios museais, reunindo e disponibilizando essas informações de maneira acessível ao público e ampliando o conhecimento sobre a arquitetura dos museus.
Além disso, a ficha se apresenta como uma importante base para estudos e pesquisas, especialmente quando integrada a bancos de dados institucionais, como é o caso da página Arquitetura de museus do Ibram, que integra o Cadastro Nacional de Museus. No âmbito interno, também apoia a gestão, o planejamento e a preservação dos edifícios. Ao mesmo tempo, desempenha um papel estratégico de divulgação institucional, ao ampliar a visibilidade e a valorização dos museus, sobretudo quando integrada a redes e sistemas que promovem a articulação entre diferentes instituições.

O processo de elaboração da Ficha de Arquitetura começa com a definição de seus parâmetros, entendidos como categorias de análise. Esses parâmetros são definidos de acordo com os objetivos institucionais e podem resultar em fichas mais sintéticas ou mais detalhadas, conforme a finalidade pretendida.
No caso dos museus vinculados ao Ibram, os parâmetros foram pensados para padronizar informações consideradas essenciais, sem perder de vista as especificidades de cada instituição. Entre eles estão a localização, o conjunto arquitetônico, a área construída, a volumetria, os sistemas construtivos, o contexto histórico, as transformações espaciais, a setorização, os espaços expositivos, a linha do tempo e a documentação gráfica.

Após a definição dos parâmetros, iniciou-se a etapa de coleta das informações. No caso dos museus Ibram, observou-se que muitos dados estavam dispersos, o que exigiu a combinação de dois métodos: a análise documental, com base em documentos de gestão, históricos e arquitetônicos; e a aplicação de um formulário padrão online, elaborado em linguagem objetiva e acessível.
As informações são apresentadas em formato textual e gráfico, utilizando recursos como fotografias, desenhos técnicos, gráficos, esquemas, croquis e perspectivas. A cada museu foi solicitado o envio de uma imagem histórica do edifício principal, uma fotografia da fachada e duas imagens dos espaços expositivos. Já os elementos gráficos, como a planta de setorização, a fachada e a vista aérea, foram produzidas pela área técnica e receberam tratamento gráfico específico, assegurando coerência visual. No caso da setorização, optou-se por representar apenas o pavimento térreo, organizado em quatro grandes setores — expositivo, administrativo, educativo e áreas externas. Essa solução favorece a leitura do documento e contribui para a proteção de áreas técnicas sensíveis, considerando o caráter público do documento.
O resultado desse trabalho está disponível na página de Arquitetura de museus do Ibram, buscando a difusão do conhecimento de arquitetura dos museus Ibram. A página permite ainda a busca de acordo com os estilos arquitetônicos e conta com os acontecimentos históricos de cada museu, e também, sobrepostos em uma única linha do tempo.


