Anexos
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Conjunto Arquitetônico Fachada Museu Casa Histórica de Alcântara
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Exposição anterior a requalificação Museu Casa Histórica de Alcântara
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Exposição anterior a requalificação Museu Casa Histórica de Alcântara
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Fachada Museu Casa Histórica de Alcântara
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Registro histórico Museu Casa Histórica de Alcântara
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Setorização Museu Casa Histórica de Alcântara
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Vista aérea Museu Casa Histórica de Alcântara
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Vista Museu Casa Histórica de Alcântara
Metadados
Nome do Museu
Título
Museu Casa Histórica de Alcântara
Contexto Histórico
Construído entre o final do século XVII e início do século XVIII, o conjunto arquitetônico do Museu de Alcântara é composto por dois sobrados geminados. O conjunto está implantado junto a Praça da Matriz, em relevante ponto do tecido urbano, onde além da igreja de São Matias, hoje em ruínas, encontram-se a Casa de Câmara e Cadeia e o Pelourinho. Os sobrados foram construídos com finalidade residencial e possivelmente comercial, sendo a família do Barão de São Bento a primeira proprietária. Com a decadência econômica da região, houve o abandono gradual da cidade por parte da aristocracia, o que levou à desvalorização dos imóveis. Em 1889, os sobrados de n°7 e n°15 foram adquiridos pela família Guimarães, comerciantes sem títulos nobres. Em 1986, por meio de Decreto Presidencial, o sobrado n°7 foi declarado de utilidade pública para a instalação do Museu da Cidade. A restauração do acervo foi concluída em 2004, seguida pela montagem da exposição que marcou a inauguração do Museu Casa Histórica de Alcântara. Em 2008, o sobrado n°15 foi adquirido com o objetivo de ampliação do Museu. Desde 2022, a instituição passou a se identificar como Museu de Alcântara (MHA).
Transformações Espaciais
Os sobrados n°7 e n°15 integram um conjunto de três prédios geminados com ordem tipológica definida com divisões padrões de quatro salas no térreo e no pavimento superior, fachadas voltadas para a rua tratadas nobremente, inclusive com mirantes e as voltadas para os quintais com grandes varandas. Na década de 80, o sobrado n° 07 foi desapropriado pela União e em 1991 iniciou-se o processo de restauro da edificação, devido ao seu péssimo estado de conservação. Posteriormente, foram reformadas as coberturas e incorporados azulejos nas paredes da varanda do andar superior. Em 2008 o sobrado n° 15 foi adquirido pela União e em 2022 incorporado ao Museu, viabilizado após execução de obras de restauro e requalificação.
Setorização
Nos sobrados 07 e 15, a organização dos espaços é distribuída entre dois pavimentos. No térreo, concentram-se os ambientes voltados ao acolhimento do público como recepção, cafeteria com loja integrada, auditório, copa e cozinha, banheiros e depósito. Também há duas salas de exposição de longa duração, quatro de exposições de curta duração, uma sala para atividades educativas, brinquedoteca, varandas e um jardim/pátio interno, que também abriga uma exposição de longa duração. No segundo pavimento, estão localizadas oito salas dedicadas à exposição de longa duração, sala técnica, reserva técnica, sala de reuniões e sala de leitura. Os dois mirantes dos sobrados são utilizados como áreas técnicas.
Espaços Expositivos
Os espaços expositivos do Museu encontram-se em processo de atualização e distribuem-se pelos dois pavimentos dos sobrados. No térreo, concentram-se as salas destinadas às exposições de curta duração, além de uma botica que integra a exposição de longa duração. No pavimento superior, estão localizadas as demais salas de exposição de longa duração, equipadas com recursos museográficos versáteis e tecnologias multimídia.
Área Construída do Conjunto
1.340,00 m²
Conjunto Arquitetônico
Composto por dois sobrados, n° 7 e n° 15, e por áreas verdes.
Estilo Arquitetônico
Volumetria
Os sobrados geminados apresentam fachadas com linguagem arquitetônica semelhante, marcada pela distribuição ritmada dos elementos, simetria entre os andares, presença de mansardas e balcões no pavimento superior. O sobrado nº 7 possui planta em formato de "C", enquanto o sobrado nº 15 apresenta planta retangular.
Sistema Construtivo
Os pisos são compostos por pedra Lioz, lajotas de barro e madeira. As paredes, em alvenaria de pedra, recebem acabamento com pintura à base de cal, característica desse estilo arquitetônico. A cobertura é estruturada em madeira e utiliza telhas cerâmicas do tipo capa e canal.