Anexos
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Espaço expositivo Museu do Diamante
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Espaço expositivo Museu do Diamante
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Fachada Museu do Diamante
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Registro histórico Museu do Diamante
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Setorização Museu do Diamante
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Vista aérea Museu do Diamante
Metadados
Nome do Museu
Localização
Título
Museu do Diamante
Contexto Histórico
A história do Museu está estreitamente ligada aos processos culturais, sociais e econômicos do antigo Arraial do Tijuco, que deram origem a cidade de Diamantina. Em 1720, o garimpo teve início na região e, devido à relação da extração, do comércio, transporte e do contrabando de diamantes, a Coroa criou regimentos para controle da atividade. Foi então estabelecida a Demarcação Diamantina, cujo núcleo administrativo tornou-se, em 1838, a cidade de Diamantina. O casarão que hoje abriga o Museu do Diamante foi residência do Padre José da Silva e Oliveira Rolim. A casa saiu da sua posse devido ao envolvimento ativo do padre na Inconfidência Mineira. Por isso, todos os seus bens foram confiscados pela Coroa Portuguesa, e a casa foi arrematada por José Soares Pereira da Silva, em 1799. Em 1809, a residência foi transferida para Ana Clara Freire. Em 1944, o edifício foi desapropriado e, posteriormente, passou por reformas que incluíram adequações nas instalações elétricas e hidráulicas para seu novo uso como museu, inaugurado em 1954.
Transformações Espaciais
Ao longo dos anos, o Museu passou por várias intervenções, principalmente voltadas para a conservação da sua estrutura de madeira e alvenaria. Em 1942, os antigos proprietários modificaram as paredes externas e internas, substituindo a taipa original por alvenaria de tijolos. Em 1946, foram executadas intervenções nas instalações elétricas e hidráulicas, antes da sua abertura como Museu em 1954. Já em 1989, o casarão foi restaurado para recuperação da cobertura. Desde 2021, o Museu foi transferido para sede provisória, com retirada da área de trabalho e acervo, além da execução de ação de escoramento da cobertura. Em 2023, foi executada a prospecção arqueológica no terreno.
Setorização
As salas do casarão são destinadas às exposições de longa duração e aos banheiros. A sequência de quatro salas na varanda abriga a área administrativa e técnica do Museu. O pátio externo é utilizado para ações educativas, enquanto o pequeno anexo ao lado contém três salas destinadas à administração e banheiros. Em 2025, está em processo de elaboração o projeto executivo de restauro e ampliação do Museu, o que poderá alterar a setorização dos espaços.
Espaços Expositivos
A exposição do museu está distribuída nas salas do casarão e organizada em núcleos expositivos que abrangem desde objetos relacionados à extração de diamantes e áreas com potencial para ouro, até bens que retratam a dinâmica sociocultural da região nos séculos XVIII e XIX. Também incluem artigos religiosos e seu imaginário, além de meios de transporte da época. No ano de 2025 está em elaboração o projeto para a nova museografia e expografia do Museu.
Área Construída do Conjunto
677,88 m²
Conjunto Arquitetônico
Composto pelo edifício principal, áreas verdes e minas remanescentes.
Estilo Arquitetônico
Volumetria
Casarão de dois pavimentos com planta retangular. As fachadas apresentam aberturas regulares e simétricas. Na latera direita do terreno foi acrescido volume linear, composto por uma sequência de cômodos e uma varanda interna com vista para o pátio.
Sistema Construtivo
Piso de madeira e lajeado de pedra. Paredes em taipa de mão e alvenaria de tijolos. Cobertura com estrutura de madeira e telhas cerâmicas tipo capa e canal.