Anexos
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Espaço expositivo Museu de Arte Religiosa e Tradicional
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Espaço expositivo Museu de Arte Religiosa e Tradicional
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Fachada Museu de Arte Religiosa e Tradicional
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Registro histórico Museu de Arte Religiosa e Tradicional
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Setorização Museu de Arte Religiosa e Tradicional
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Visa aérea Museu de Arte Religiosa e Tradicional
Metadados
Nome do Museu
Título
Museu de Arte Religiosa e Tradicional de Cabo Frio
Contexto Histórico
A construção do Convento Franciscano foi concluída em 1696. Durante cerca de dois séculos, o convento foi palco de intensa atividade religiosa. Contudo, com o progressivo declínio no número de frades residentes e, posteriormente, com o falecimento do último guardião, a instituição encerrou suas atividades em 1872. Após ser desocupado, o edifício sofreu perdas significativas, incluindo a retirada de grande parte de seus bens móveis e integrados, além da supressão de áreas construídas. Enquanto a estrutura física do convento se degradava, a cidade estabelecia uma nova relação com o monumento e sua paisagem circundante. Em 17 de janeiro de 1957, as ruínas do Convento e a Igreja de Nossa Senhora dos Anjos foram tombadas pela Diretoria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Posteriormente, o tombamento foi ampliado para incluir a Capela da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência de Cabo Frio e seu cemitério, o adro com o cruzeiro, o Morro da Guia e toda a área livre situada à frente do convento. Em 1968 foi criado o Museu de Arte Religiosa e Tradicional.
Transformações Espaciais
No período entre 1967 a 1974 foram executadas obras de maior porte, como reforço de estrutura e levantamento das paredes da ala frontal, hoje reconstruída, com o telhado, reconstrução do alpendre da entrada e construção de nova escada para a torre sineira. Outras intervenções ocorreram visando adaptar o espaço para uso museológico, como a construção de dois banheiros junto aos muros dos fundo. Na década de 1990, foram realizadas obras de drenagem, reforma de telhados, imunização e atualização das instalações elétrica, hidráulica e telefonia. Em 1997, o sistema luminotécnico foi modernizado e, em 1999, a sala de exposições recebeu nova pintura e impermeabilização. Entre 2014 e 2015 foram executadas novos serviços de restauração da cobertura e recuperação das instalações prediais, incluindo elétrica e cabeamento estruturado, além de pintura das alvenarias.
Setorização
Na parte externa do conjunto, encontram-se o cruzeiro, as ruínas do antigo convento, os muros do cemitério e a capela. No pavimento térreo do conjunto localizam-se as áreas expositivas. No nível superior, distribuem-se área de guarda de acervo museológico (coro); área de guarda de acervo arquivístico, bibliográfico e área técnica e administrativa (salão do pavimento superior, antessala do coro e antessala da torre); área de depósito (sala dos sinos e antiga sacristia).
Espaços Expositivos
A antiga Igreja Conventual abriga a exposição de longa duração do museu, reunindo algumas das peças mais significativas do acervo. Próxima a ela, uma saleta é destinada a pequenas exposições de curta duração, com foco na valorização da arte tradicional da região. O jardim interno, correspondente ao antigo claustro, também recebe exposições e apresenta alguns itens do acervo. No salão de exposições localizado no pavimento térreo, é realizado o Programa Anual de Exposições Temporárias do MART, com mostras cujas temáticas exploram a história do território de Cabo Frio e destacam a produção artística local.
Área Construída do Conjunto
620,00 m²
Conjunto Arquitetônico
O conjunto arquitetônico é composto pelo Museu de Arte Religiosa e Tradicional, que está situado nas áreas das ruínas do Convento e Igreja de Nossa Senhora dos Anjos, e pelo antigo Convento de Nossa Senhora dos Anjos, o cemitério e a capela da Ordem Franciscana Secular de São Francisco da Penitência de Cabo Frio.
Estilo Arquitetônico
Volumetria
O museu é formado por dois volumes principais, um volume em planta retangular em dois pavimentos e a Igreja conventual, formada por nave única e fachada simples, acompanhada por uma torre sineira lateral.
Sistema Construtivo
Pisos em madeira e tijoleira cerâmica. Parede em alvenaria de pedra e cal, revestidas em argamassa de cal e azulejos. Cobertura em telhas cerâmicas tipo capa e canal e forro em madeira