Anexos
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Espaço expositivo Museu Regional de Caeté
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Espaço expositivo Museu Regional de Caeté
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Fachada Museu Regional de Caeté
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Registro histórico Museu Regional de Caeté
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Setorização Museu Regional de Caeté
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Vista aérea Museu Regional de Caeté
Metadados
Nome do Museu
Localização
Título
Museu Regional de Caeté
Contexto Histórico
A edificação que abriga o Museu, também conhecida como Casa Setecentista, foi construída, em fins do século XVIII, para servir como residência. Teve como seus primeiros moradores o Capitão Eugênio Lopes Varela e também João Batista Ferreira Coutinho, o Barão de Catas Altas, proprietário de minas de ouro, cujo título de barão foi outorgado pelo próprio D. Pedro I, em 1839. Posteriormente, o imóvel foi ocupado pelas famílias Rosa e Varela da Fonseca, tradicionais da região. Trata-se de um exemplar significativo da arquitetura civil do período colonial, tombado, em 1950, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). O Museu Regional de Caeté foi inaugurado em 17 de fevereiro de 1979, e possui um importante acervo museológico datado, sobretudo, do século XVIII e XIX.
Transformações Espaciais
Em 1979 o Museu foi inaugurado. Quase duas décadas depois, em 1998, suas atividades foram interrompidas, devido às precárias condições do edifício. Teve início um processo de restauro e adequação das instalações, concluído em 2002. Entre 2016 e 2019, o conjunto arquitetônico passou por uma nova e ampla intervenção, com reforços estruturais, adaptações de acessibilidade, com a instalação de rampas, corrimãos e elevador, implantação de sistemas de segurança e combate a incêndio, além da ampliação do anexo administrativo e incorporação de um edifício contêiner para realização de cursos.
Setorização
No pavimento térreo do edifício principal estão localizadas a recepção e parte do circuito expositivo da mostra de longa duração. No pavimento superior, encontram-se salas dedicadas à mesma exposição, além de uma sala para exposições de curta duração, uma reserva técnica e almoxarifado. O subsolo abriga dois banheiros e uma copa. Na lateral do edifício, uma rampa dá acesso ao pátio interno e a uma edícula, utilizada para eventos e exposições de curta duração. Logo abaixo, há um jardim e o caminho até o anexo administrativo. No limite posterior da edificação, com acesso por outra rua, há uma área ajardinada, onde foi instalado um container destinado à realização de aulas, oficinas e pequenas reuniões.
Espaços Expositivos
No pavimento térreo, os visitantes são convidados a conhecer um pouco sobre a história da formação da região de Caeté, além de outras duas salas dedicadas a devoções religiosas, com acervo sacro de cunho popular e erudito e, uma “cozinha” dedicada aos “fazeres”, tais como culinária, carpintaria e costura. No pavimento superior há um grande salão nobre onde estão expostos diferentes tipos de oratórios, duas salas ambientadas como sala de visitas e uma sala que conta com reprodução completa de uma capela proveniente da vila de São Manoel do Peti, em Barão de Cocais, inundada por uma barragem nos anos 1940. Uma das salas no segundo pavimento e a edícula são utilizadas para exposições de curta duração.
Área Construída do Conjunto
500,18 m²
Conjunto Arquitetônico
O conjunto é formado pelo edifício principal, conhecido como Casa Setecentista, um anexo administrativo, uma edícula e um anexo destinado a cursos, além de áreas verdes.
Estilo Arquitetônico
Volumetria
Sobrado de dois pavimentos com implantação alinhada com a via, fachada principal ornada por cunhais de madeira e cimalha trabalhada. Os planos das demais fachadas são marcados pela estrutura de madeira aparente.
Sistema Construtivo
Pisos em madeira e pedra. Paredes com estrutura mista em alvenaria autoportante de pedra no subsolo e estrutura autônoma de madeira, com vedações em pau-a-pique, adobe e tijolos. Revestimentos em argamassa de areia e tinta mineral. Cobertura de telhas cerâmicas tipo capa e canal.