Anexos
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Espaço expositivo Museu Casa da Hera
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Espaço expositivo Museu Casa da Hera
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Fachada Fachada Museu Casa da Hera
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Setorização MCH 2025 JPG
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Vista aérea Museu Casa da Hera
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Vista Museu Casa da Hera
Metadados
Nome do Museu
Localização
Título
Museu Casa da Hera
Contexto Histórico
No século XIX, com o aumento significativo na produção de café, o Brasil viveu um período de crescimento econômico e mudanças sociais. Nesse contexto, surge uma aristocracia regional e se intensifica o fluxo de escravizados para a região de produção cafeeira. O patrimônio artístico e arquitetônico das cidades do Vale do Paraíba é o registro de um período em que o "vale do café" se consolida como o centro econômico do país. Integrantes de famílias influentes e abastadas firmam suas residências como espaços centrais de encontros, socialização e negócios, como é o caso da residência de Joaquim José Teixeira Leite e Ana Esméria Corrêa e Castro. O processo de formação do Museu tem início em 1930, com o falecimento de Eufrásia Teixeira Leite, última proprietária do casarão em Vassouras. Em seu testamento, a propriedade é doada, com uma cláusula de integridade e indissolubilidade, que garante a preservação da construção e de seus objetos, incluindo mobiliário e decoração, e a chácara circundante. Com a garantia de preservação, o imóvel é seu acervo são tombados pelo IPHAN em 1952. Em 1968 o conjunto foi inaugurado como Museu.
Transformações Espaciais
O edifício consta na planta baixa da cidade de Vassouras no ano de 1836. Ainda no século XIX, há intervenções na antiga residência que são realizadas pelo proprietário Joaquim José Teixeira Leite, ampliando o espaço da casa e executando intervenções pontuais de reforma. Em 1930, após o falecimento de Eufrásia Leite, a residência é legada em testamento e inicia-se o processo de formação do Museu, que é inaugurado em 1968. A intervenção mais recente data do período de 2013 a 2015, quando foram realizadas obras de recuperação da cobertura e das instalações prediais do Museu.
Setorização
No edifício principal localiza-se a área expositiva, composta por 22 cômodos distribuídos pelos seguintes espaços expositivos: comercial, social, íntimo e de serviços. Na antiga senzala está localizada a administração do museu. Nos outros anexos encontram-se depósitos, vestiário e um refeitório. O jardim histórico, de aproximadamente 33 mil metros quadrados, também integra o circuito de visitação.
Espaços Expositivos
Na casa, há quatro áreas com funções expositivas distintas: a área social, a área de estar, a área íntima e a área de serviço. Os ambientes sociais são os ricos e decorados, destacando-se o piano francês Henri Herz e um retrato de Eufrásia Teixeira Leite, feito por Carolus Duran em 1887. Nesses ambientes estão localizados o Salão Vermelho, a Sala de Música e a Sala de Jantar. Os quartos da área íntima apresentam decoração simples e na área de serviço, a cozinha possui fogão a lenha e um filtro de pedra vulcânica do século XIX. A residência servia não apenas como moradia, mas também para atividades comerciais do proprietário. Por isso, além do Salão Comercial, há alcovas que recebiam visitantes ocasionais e comerciantes que não encontravam quartos disponíveis na cidade.
Área Construída do Conjunto
1.200,00 m²
Conjunto Arquitetônico
O conjunto é formado pelo edifício principal, a antiga senzala, três anexos e áreas verdes.
Estilo Arquitetônico
Volumetria
Casa térrea de planta retangular com pátio interno, acrescida de dois volumes retangulares destinados à área de serviço e à senzala. A construção se destaca pela simetria e ritmo dos elementos da fachada, que é demarcada em seu centro por uma escadaria.
Sistema Construtivo
Pisos internos em madeira e externos de pedra. Alvenaria das paredes em adobe e taipa, suportadas por baldrame de pedra com porão alto e coberta vegetal de heras na fachada. Telhado de estrutura de madeira e telhas cerâmicas tipo capa e canal e forro de madeira.