Anexos
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Espaço expositivo Museu de Arte Sacra de Paraty
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Espaço expositivo Museu de Arte Sacra de Paraty
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Fachada Museu de Arte Sacra de Paraty
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Registro histórico Museu de Arte Sacra de Paraty
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Setorização Museu de Arte Sacra de Paraty
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Vista aérea Museu de Arte Sacra de Paraty
Metadados
Nome do Museu
Título
Museu de Arte Sacra de Paraty
Contexto Histórico
O Museu está instalado na igreja de Santa Rita, aberta ao público em 1722, que até meados do século XX abrigou a Irmandade de Nossa Senhora do Carmo. A formação do Museu remonta a um período em que o reconhecimento das cidades coloniais brasileiras dependia da presença de órgãos representativos do poder instituído, como as Casas de Câmara e Cadeia, o Pelourinho e a Igreja Matriz — em Paraty, uma capela dedicada a São Roque, construída em 1630 no Morro da Vila Velha. Em 1952, o conjunto arquitetônico foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e, finalmente, inaugurado como museu em 1977.
Transformações Espaciais
O conjunto arquitetônico, composto pela igreja e sacristia, varanda, consistório e cemitério com columbário em estilo neoclássico, foi construído após a chegada do rei Dom João VI ao Brasil, em 1722. Entre 1967 e 1976, passou por um processo de restauração para também funcionar como museu. Sua requalificação mais recente incluiu ações de restauração e uma nova expografia, concluídas e reabertas ao público em 2015.
Setorização
O Museu reúne em seu interior tanto a área expositiva quanto os setores técnico-administrativos. A recepção e o guarda-volumes para os visitantes ficam na entrada da igreja. Após o controle de entrada, o visitante acessa a nave, onde estão as exposições de longa e curta duração. A sacristia tem função expositiva e também guarda parte do acervo. O consistório, aberto aos visitantes, abriga outra parte do acervo. De acesso restrito, a varanda e o columbário são destinados ao setor de apoio da equipe do museu. No segundo piso, as tribunas funcionam como reserva técnica, enquanto o coro abriga os setores técnico e administrativo.
Espaços Expositivos
O circuito expositivo é composto por quatro vitrines na nave da igreja, que exibem exposições de longa e curta duração, renovadas mensalmente. Além disso, o próprio edifício e seus elementos integrados fazem parte do acervo, incluindo o altar-mor, os altares colaterais, os retábulos, a sacristia e o consistório. Imagens expostas em peanhas (pequenos pedestais para imagens religiosas) e nichos complementam a exposição. Para garantir maior acessibilidade e interação, algumas imagens estão disponíveis para toque dos visitantes, acompanhadas de legendas em braile, além de equipamentos multimídia interativos e som ambiente. A presença de peças em diferentes estágios de restauração também visa divulgar o conhecimento sobre esse processo ao público.
Área Construída do Conjunto
1.150,00 m²
Conjunto Arquitetônico
O conjunto é formado por dois volumes: o primeiro, que abriga a igreja com sua nave, capela-mor e sacristia; e o segundo, que contém a varanda, o consistório e o cemitério com columbário.
Estilo Arquitetônico
Volumetria
A igreja tem planta de nave única, com uma torre sineira ao lado da fachada principal, que é coroada por um frontão curvo. O volume do columbário é mais baixo e apresenta um frontão triangular sem ornamentos.
Sistema Construtivo
Pisos de tijoleira, em madeira, pedra e lajotas de cerâmica. Paredes em pedra com argamassa e cal e cobertura em telhas cerâmicas. Frontão e cimalhas externas, bem como as molduras das portas e janelas em pedra.