Anexos
-
Exposição anterior a requalificação Museu da Abolição
-
Exposição anterior a requalificação Museu da Abolição
-
Fachada Museu da Abolição
-
Registro histórico Museu da Abolição
-
Setorização Museu da Abolição
-
Vista aérea Museu da Abolição
Metadados
Nome do Museu
Título
Museu da Abolição
Contexto Histórico
O sobrado que abriga o Museu da Abolição é um remanescente de engenho de açúcar e está intimamente ligado à formação residencial das famílias abastadas do bairro da Madalena, sendo considerado um dos mais significativos da região desde o século XVII. Ao longo do tempo, o imóvel teve diversos usos. Durante as invasões holandesas, foi transformado em estância fortificada. Na II Guerra Mundial, foi ocupado por uma unidade do Exército Brasileiro. Posteriormente, serviu como sede da Cooperativa de Transportes João Alfredo e, mais recentemente, foi utilizado pela Companhia Pernambucana Autoviária Ltda como garagem e oficina para ônibus. Embora o Museu da Abolição tenha sido criado em 1957, sua efetiva utilização com finalidade museal só se concretizou em 1983, com a inauguração da exposição "O processo abolicionista através dos textos oficiais". O edifício foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1966.
Transformações Espaciais
No século XIX, o Sobrado pertenceu a João Joaquim da Cunha Rego Barros, que promoveu sua adaptação ao estilo neoclássico, então em voga. Entre as modificações realizadas, destacam-se o revestimento com azulejos, as esquadrias com bandeiras e as sacadas em ferro forjado. Com a criação do Museu, em 1957, o edifício, que se encontrava em péssimo estado de conservação, passou por uma série de intervenções. As obras tiveram início em 1968 e se estenderam até 1975. Nesse período, foram construídos, no terreno, uma guarita, um anexo, uma garagem coberta e implantado um novo projeto paisagístico, que incluía um teatro de arena. Entre 2020 e 2022, o conjunto arquitetônico passou por uma nova fase de requalificação, com a restauração do Sobrado, modernização das instalações, construção de uma loja/café e adequação do anexo existente.
Setorização
No térreo estão localizados a recepção, a biblioteca, o arquivo, três salas destinadas a exposições de curta duração, a ludoteca, o auditório, a reserva técnica, a área técnica, o hall de entrada e os sanitários. Já o primeiro pavimento abriga o hall superior, seis salas para exposições de longa duração, os setores de administração e a sala destinada às atividades educativas.
Espaços Expositivos
Os espaços expositivos do Museu estão em processo de atualização, com um novo projeto museográfico que abordará os efeitos do Pós-Abolição na formação da sociedade brasileira e seus reflexos na contemporaneidade. No pavimento térreo, será instalada a Sala Memorial, dedicada à história do Sobrado e à atuação do Museu, além de duas salas para exposições de curta duração. O primeiro pavimento abrigará as demais salas destinadas à exposição de longa duração.O projeto expográfico prioriza a flexibilidade, permitindo a renovação do discurso por meio da troca de objetos, narrativas, adesivações e produções audiovisuais, mantendo sempre que possível as estruturas básicas para facilitar a montagem de futuras exposições.
Área Construída do Conjunto
1.213,66 m²
Conjunto Arquitetônico
Composto pelo edifício principal Sobrado Grande da Madalena, Anexo, Loja/Café e por áreas verdes.
Estilo Arquitetônico
Volumetria
Edifício de dois pavimentos, com planta em base retangular. Suas fachadas apresentam uma composição simétrica e ritmada. O telhado, em várias águas, permanece oculto por uma platibanda decorativa, que, além de coroar o edifício, é ornamentada com estátuas
Sistema Construtivo
Pisos variados em cerâmica, pedra e madeira. Suas paredes são construídas em alvenaria de tijolos maciços, caracterizadas por arcos plenos atualmente entaipados. As fachadas são revestidas com painéis de azulejos. A cobertura conta telhas cerâmicas do tipo capa e canal.