Cadastro Nacional de Pontos de Memória

A certificação como Ponto de Memória é a titulação concedida pelo Instituto Brasileiro de Museus – Ibram, nos termos da Portaria Ibram nº 579, de 29 de julho de 2021, a entidades e coletivos culturais, com o objetivo de reconhecê-los como Pontos de Memória.

Podem ser certificados como Pontos de Memória, as entidades ou coletivos culturais que têm como finalidade a identificação, o registro, a pesquisa e a promoção do patrimônio e das referências culturais dos diferentes grupos sociais, de modo que sejam considerados e valorizados como parte integrante e indispensável da memória social brasileira.

Para tanto, a entidade ou coletivo cultural interessada em ser certificada como Ponto de Memória deve demonstrar que desenvolve programas, projetos e ações de Museologia SocialA museologia social pauta-se em práticas e processos museais que têm como pressupostos uma museologia que desloca o seu foco na preservação do objeto para as pessoas, considerando-as como atores ativos na conformação e produção de suas referências culturais e memórias coletivas. É uma museologia engajada nas demandas e lutas, de uma forma integral, das comunidades e grupos sociais nos territórios onde os museus estão inseridos. Portanto, para a museologia social, as funções básicas de um museu, como preservar, pesquisar e comunicar, devem ser executadas de forma participativa e ter os sujeitos sociais como a preocupação primeira, bem como os problemas sociais, econômicos, políticos e ambientais por eles enfrentados, com vistas à luta por justiça social, dignidade das pessoas e desenvolvimento sociocultural. Expressões dessa museologia são refletidas em diversas experiências de processos museais comunitários, como os museus de território, quilombolas, de terreiro, indígenas, de favelas, periferias urbanas, rurais, pontos de memória, entre tantos outros concebidos, pensados e geridos pelos próprios grupos e comunidades., fundamentada na gestão participativa e no vínculo com a comunidade e seu território.

As entidades e coletivos culturais certificados passam a integrar o Cadastro Nacional de Pontos de Memória e ficam habilitadas a participar das políticas públicas vinculadas ao Programa. A certificação confere ainda uma chancela institucional que fortalece o acesso a apoios, financiamentos e parcerias.